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sábado, 12 de janeiro de 2013

Salva vidas Feminino 2013

Salva-vidas mulheres são exemplo de que coragem independe de gênero


Elas também levam beleza e charme à beira da praia

Tímida, Caroline dos Santos já está em sua terceira temporada na Operação Golfinho<br /><b>Crédito: </b> Vinícius RorattoCássia e Vânia atuam em Xangri-Lá Crédito: Vinícius RorattoCarla Rodrigues atua na praia de Imbé há três anos<br /><b>Crédito: </b> Vinícius Roratto
Roberts Caumo acredita não haver mais preconceito com as mulheres da profissão<br /><b>Crédito: </b> Vinícius Roratto
Cássia e Vânia atuam em Xangri-Lá
Crédito: Vinícius Roratto
Elas dão um toque de beleza às guaritas, fazendo muito veranista querer reviver a cena do seriado de TV "Baywatch", em que Pamela Anderson vem correndo para salvar um banhista prestes a se afogar. As salva-vidas femininas, participantes da 43ª Operação Golfinho, representam 9,7% do total destes profissionais (10 de 103), atuando de Torres a Tavares, um dos maiores contingentes desta ação, desde que começou a admitir mulheres, em 2001. E elas enfrentam os perigos da profissão com a mesma coragem dos seus colegas do sexo masculino.

A pioneira a desbravar esse universo foi a soldado Vânia De Nale. Em sua 13 temporada, ela lembra com humor a primeira vez em que subiu em uma guarita, em Xangri-Lá, em 2001. "O início foi difícil, pois não havia outra mulher a não ser eu", recorda. Vânia não só conseguiu, como acabou incentivando outras colegas a tentarem. "Sinto orgulho, pois mais colegas querem trabalhar como salva-vidas", afirma. "E saber que fui eu quem começou tudo isso."

Cássia Priscila Pitthan Lírio, 26 anos, seguiu os passos de Vânia. Em sua 5 temporada na Golfinho, ela considera clichê a afirmação de que mulher é "o sexo frágil". Ela lembra que o treinamento é feito junto com os homens e, isso por si só, é uma questão de superação. Vaidade? Apenas dentro do padrão militar: um brinco pequeno, um batom leve e o cabelo preso. "Mas, mesmo assim, já levei cantada, mas tudo com respeito", conta. "Dizem que vão se afogar para eu salvar, coisa deste tipo", revela, não escondendo um sorriso.

Timidez dá lugar à coragem nas águas
Na guarita 162, em Nova Tramandaí, uma garota tímida também chama a atenção dos veranistas. Caroline Maria dos Santos está em sua terceira temporada na Operação Golfinho, mas já atua como veterana. Natural de Terra de Areia, ela não esconde a timidez. Porém, quando o assunto é salvamento, a coragem e o profissionalismo se destacam.

Incentivada pelo tio, o sargento da reserva Cláudio Vieira, também salva-vidas, ela começou a treinar com afinco, até ser aceita na Golfinho. Casada com um salva-vidas, ela afirma gostar de nadar e correr, requisitos básicos para autuar em salvamentos. "O treinamento é o mesmo", ressalta. "Além disso, a vítima não quer saber se é um homem ou uma mulher que irá lhe salvar", completa Caroline.

Quando aos colegas homens, Caroline afirma não ter sofrido nenhum tipo de preconceito. O mesmo não pode dizer de alguns veranistas. Porém, com seriedade e esforço, ela foi se impondo. Porém, as "cantadas" de alguns mais afoitos são inevitáveis, algo encarado com bom humor. "Alguns falam algumas bobagens, mas tudo dentro do limite", acentua. "E, eu vou procurando aprender com os veteranos", resume a tímida Caroline.


Caroline dos Santos está em sua terceira temporada na Operação Golfinho, em Nova Tramandai / Foto: Vinícius Roratto


"A mentalidade das pessoas está mudando"
A mentalidade das pessoas está mudando e o preconceito está diminuindo. Está é a interpretação da soldado Carla Rodrigues Avozani, 25 anos. Ela lembra o início da carreira como salva-vidas, há três anos, quando as pessoas passavam pela guarita onde estava e subestimavam a sua capacidade. "Os veranistas passavam e diziam, me olhando, aquela pessoa é muito grande ou gorda, como essa guria vai conseguir salvá-la?", relembra.

"Quando eles precisam, acabam dando o devido valor", comenta a salva-vidas da guarita 132 de Imbé. Assim também era com colegas de profissão. Muitos, lembra Carla, não queriam fazer dupla nas guaritas com uma mulher. Atualmente, isso está mudando e as pessoas estão se dando conta que as mulheres conseguem também fazer salvamentos. "Esquecem que na água tudo flutua e nós temos a técnica para resgatar", salienta.

Três guaritas depois, está Roberta Caumo, 31. Formada em Direito, ela pretende fazer o curso para oficial. Ela afirma não ter sentido preconceitos, tanto dos veranistas como dos colegas. "A maioria das pessoas dá força", garante. "Muitas mulheres elogiam o fato de eu estar atuando como salva-vidas", relata.

Colega de Roberta, na guarita 129, o salva-vidas civil Gabriel Marques Nunes diz que a dedicação e atenção ao trabalho são iguais para ambos os sexos, e o serviço é feito com a mesma qualidade. "Se elas estão aqui é porque merecem e têm condições", atesta. Também atuam no Litoral Norte na Operação Golfinho as salva-vidas Ana Maria Mizael, em Torres, Daphne Liberato e Karine König, em Cidreira, Mariana Riella, em Tramandaí, e a salva-vidas civil Mariana De Bem, em Imbé.


Fonte: Paulo Roberto Tavares / Correio do Povo
http://www.correiodopovo.com.br/Noticias/?Noticia=483897

sábado, 17 de novembro de 2012

Corpo de rapaz desaparecido durante teste para salva-vidas no RS é encontrado



salva-vidas no RS é encontrado


  • Reprodução/Arquivo pessoa
    Severo era considerado atleta e bom nadador
    Severo era considerado atleta e bom nadador
Bombeiros gaúchos localizaram, por volta das 7h30min desta terça-feira (2), o corpo do soldado da Brigada Militar Guilherme Severo, 22, desaparecido desde a manhã de segunda (1º), em Cidreira (100 km de Porto Alegre), no litoral norte do Rio Grande do Sul. O militar havia desaparecido durante um teste físico no treinamento para salva-vidas.
Considerado atleta e bom nadador, Severo entrou na Lagoa da Cidreira, às margens da RS -040, no final da manhã de ontem para realizar um exercício que consistia em nadar cem metros, na primeira etapa da seleção. Seu corpo foi encontrado a cerca de 150 metros da margem, no fundo da lagoa.
O militar era motociclista e estava lotado na 2ª Companhia do 9º BPM (Batalhão de Polícia Militar) da Capital, desde sua formatura, em 2010. Severo era filho de um Bombeiro aposentado.


"Antes do teste, ele fez toda uma bateria de exames. Ele possuía uma saúde e um físico perfeitos. Por isso acreditamos que ele tenha sofrido um mal súbito, um colapso cardíaco ou um AVC [acidente vascular cerebral]", afirma o comandante geral do Corpo de Bombeiros do Estado, coronel Guido Pedroso de Melo.O corpo foi levado ao IML (Instituto Médico Legal) de Osório, no litoral norte, onde passaria por uma necropsia.

O militar garante que, durante as provas, há um aparato de socorristas, com médico, e que todas as normas de segurança e educação física são respeitadas. "Infelizmente, às vezes ocorrem acidentes", ressalta o coronel, ao lembrar de uma morte semelhante ocorrida em 2011, quando um soldado chegou a ser socorrido, mas morreu no hospital vítima de infarto.
Outros 500 soldados participam da seleção para novos salva-vidas no Rio Grande do Sul este ano. Além dos testes em água doce, há provas em alto mar. Elas estão temporariamente suspensas e devem ser retomadas na próxima semana.


Outro casoInformação de quem participou do treinamento é de que grupos de 15 estavam na água. O desaparecimento do soldado foi notado muito tempo depois, já que os treinadores não contabilizaram quando estavam de volta.

Em novembro de 2011, o soldado Rafael Souza, 25, morreu durante treinamento do mesmo tipo. Ele sofreu uma parada cardiorrespiratória, foi socorrido, mas chegou sem vida ao hospital. Na ocasião, o treinamento não contava com acompanhamento médico nem com ambulâncias para casos de socorro urgente.
Na época, a ouvidoria da Secretaria de Segurança Pública do RS recebeu denúncias de outros militares que relataram excessos durante os treinamentos e falta de segurança nos testes.
Os relatos foram encaminhados à corregedoria da BPM, que respondeu ter dado início a uma sindicância. Ao mesmo tempo, foi gerado um processo administrativo, que concluiu que a morte foi um "acidente de trabalho". Por conta disso, todos as despesas com translado, velório e enterro tiveram que ser arcadas pela família do soldado.
"Temos algumas dificuldades para conseguir o relatório e a solução do procedimento. No caso específico [da morte de Souza], houve diversas manifestações de pessoas que não se identificaram e que reclamaram da condução dos treinamentos, de treino muito puxado, sem suporte de equipamento de proteção individual e recursos de salvamento, como uma ambulância. Nesse caso, recebemos denúncia de que quem fez o salvamento do rapaz foi um pescador em seu carro particular", afirma a ouvidora Patrícia Machado Couto.

Excessos

Conforme as denúncias de soldados presentes no treinamento, o nado de 300 metros foi feito após dez quilômetros de caminhada, sem a presença de soldados veteranos que poderiam auxiliar em alguma eventualidade.
Quase um ano depois da morte de Souza, a ouvidoria ainda não recebeu o laudo do IGP (Instituto Geral de Perícias) identificando a causa da morte do soldado, nem a resposta da Corregedoria sobre o resultado da sindicância instaurada.
Questionado sobre mudanças nos sistemas de segurança durante os testes, o coronel Guido destacou que, neste ano, um aparato foi montado com a presença de médicos, enfermeiros, jet skis, botes infláveis e uma ambulância no local.
Ainda segundo o comandante dos Bombeiros, o tipo de treinamento de salva-vidas não pode ser mudado, já que segue à risca as normas da Brigada Militar para o preparo de seus quadros.
Fonte: http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2012/10/02/corpo-de-rapaz-desaparecido-durante-teste-para-salva-vidas-no-rs-e-encontrado.htm

domingo, 4 de novembro de 2012

Trabalhe de Salva-Vidas Civil-RS em 2013


 As inscrições para o processo seletivo serão realizadas no período compreendido de
  01 de novembro de 2012 (quinta-feira) à 20 de novembro de 2012 (terça-feira);

SECRETARIA DA SEGURANÇA PÚBLICA BRIGADA MILITAR 
DEPARTAMENTO ADMINISTRATIVO  PROCESSO SELETIVO PARA 
SALVA-VIDAS CIVIS TEMPORÁRIOS 
PARA A BRIGADA MILITAR  
Processo nº 00814-12.03/12-4 
EDITAL DA/DRESA nº SVCT - 01 2012/2013 
O Diretor Administrativo e o Chefe da Divisão de Recrutamento, Seleção e Acompanhamento da 
Brigada Militar do Estado do Rio Grande do Sul, no uso de suas atribuições legais, torna público a abertura das  inscrições para o Processo Seletivo de Contratação de Salva-Vidas Civis Temporários, de acordo com a Lei n.º 13.547, de 2 de dezembro de 2010 e suas alterações.  
1. DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES
1.1.  O Processo Seletivo destina-se a contratação para a Brigada Militar de 600 (seiscentos) Salva-Vidas
Civis Temporários;
1.2. Os candidatos selecionados serão contratados sob o regime geral de previdência e, no que couber,
sob o regime jurídico estatutário.
1.3. Os candidatos selecionados serão contratados para atuar nos meses de dezembro de 2012, janeiro,
fevereiro e março de 2013, podendo o respectivo período ser prorrogado ou reduzido conforme as
necessidades da atividade e o interesse da administração.
2. DA DIVULGAÇÃO
A divulgação oficial das informações referentes a este Processo de Seleção dar-se-á através de publicação de Editais ou Avisos no Diário Oficial do Estado. Estas informações estarão à disposição dos candidatos, também, nos seguintes locais:
2.1. No Site da Brigada Militar (www.brigadamilitar.rs.gov.br);
2.2. Na DReSA – Departamento Administrativo: Rua Andradas, nº 482, Bairro Centro, Porto Alegre, RS,
Fones (51) 3288-2812 e 3288-2834;


4.2 As inscrições para o processo seletivo serão realizadas no período compreendido de  01 de 
novembro de 2012 (quinta-feira) à 20 de novembro de 2012 (terça-feira);

4.5 São condições para inscrição:  
a) Ser brasileiro; 
b) Ter no mínimo 18 anos e no máximo 40 anos de idade, no momento da inscrição; 
c) Ter concluído o ensino fundamental; 
d) Estar quite com as obrigações eleitorais; 
e) Estar com a situação militar regularizada; 
f) Não ter sofrido condenação criminal com pena privativa de liberdade; 
g) Não ter sido desligado em edições anteriores, do processo seletivo de salva-vidas civil 
temporário por motivo disciplinar.


6. DO PROCESSO SELETIVO 
6.1 O Processo Seletivo constará de duas Fases: 1ª  Fase – Habilitação Específica e 2ª Fase – 
Capacitação Técnica. 
6.1.1  1ª Fase - HABILITAÇÃO ESPECÍFICA – será constituída de 02 (duas) etapas:  
6.1.1.1 Primeira etapa: Exame de saúde e odontológico, de caráter eliminatório, conforme 
Anexo “A”; 
6.1.1.2 Segunda etapa: Exame de aptidão física, de caráter eliminatório, composto de 02 
(duas) partes, conforme Anexo “B”. 
6.1.2  2º Fase - CAPACITAÇÃO TÉCNICA – Para esta fase, de caráter eliminatório e 
classificatório, serão convocados os candidatos aprovados na 1ª Fase para a realização da 

Capacitação Técnica de Salva-Vidas Civis Temporários (CTSVCT), com duração de 200 
(duzentos) horas/aula. 

6.2 As provas serão realizadas em locais, data e horário, conforme cronograma a seguir: 
6.2.1. - 1ª FASE – HABILITAÇÃO ESPECÍFICA  
Exame de Saúde e Odontológico e Exames de Aptidão Física: 
Data Hora Descrição e Local 
26/Nov/12 
(segunda-feira) 
08:30 horas 

Primeira Etapa: Exame de Saúde e Odontológico de caráter eliminatório 

– Anexo “A”: (Ver edital. o candidato deve comparecer com o laudo dos exames)
- Porto Alegre: Academia de Policia Militar, Av. Aparício Borges,  2001, 
Partenon. 

- Santa Maria: Hospital da Brigada Militar – HBM/SM, Rua Euclides da 
Cunha, 1800 - Bairro Dores. 

- Rio Grande: 3º CRB – Rua General Vitorino, 781 – Centro – Rio Grande.  
26/Nov/12 
(segunda-feira)  15:00 horas 
Segunda Etapa - Primeira Parte: 

Exame de Aptidão Física de caráter eliminatório – Anexo “B”. 
- Porto Alegre: Academia de Polícia Militar – APM, Av. Aparício Borges, nº
2001, bairro Partenon; 

- Santa Maria: Complexo esportivo da ETPM/SM, Rua Pinto Bandeira, nº
360, bairro Nossa Senhora das Dores. 

- Rio Grande: 3º CRB – Rua General Vitorino, 781 – Centro – Rio Grande. 
27/Nov/12 
(terça-feira) 
09:00 horas 
Segunda Etapa -

 Segunda Parte: 
Exame de Aptidão Física, de caráter eliminatório – Anexo “B”. 

- Porto Alegre: Apresentação dos candidatos na Academia de Polícia 
Militar – APM, Av. Aparício Borges, nº 2001, bairro Partenon – (Local da 
Prova: Rio Guaíba – bairro Lami). 


- Santa Maria: Apresentação dos candidatos no 1º RPMon, Rua Pinto 
Bandeira, nº 360, bairro Nossa Senhora das Dores –  (Local da Prova: 
barragem DNOS, BR 158). 

- Rio Grande: 3º CRB – Rua General Vitorino, 781 – Centro – Rio Grande. 



sábado, 17 de dezembro de 2011

Diárias passam R$100 Operação Golfinho ABAMF



Salario/Carreira
Postado em: 17/12/2011 às 18h13
Diárias passam para R$ 100,00: Trabalho da ABAMF mostra resultado
Reajuste de 75% nas diárias foi anunciado dia 17 de dezembro

Após entrega de documento pela ABAMF ao governador do estado, Tarso Genro, e ao secretário de segurança pública, Airton Michels, com os  valores  despendidos pelos salva-vidas na Operação Golfinho,  o secretário da casa civil anunciou, neste sábado(17/12), em Tramandaí, durante a interiorização do governo, reajuste de 75% no valor das diárias. Carlos Pestana afirmou que com este índice, a menor diária passará de R$ 57 para R$ 100, e a de maior valor de R$ 79 para R$ 138.
O empenho da ABAMF reivindicando melhor indenização para o brigadiano que se dispõe a exercer  atividade no litoral e em áreas de banho no interior, se somou ao esforço dos salva-vidas que participaram do Protesto Solidário  no dia 15 de dezembro. Um movimento de apenas um dia mas que mostrou toda a grandeza dos brigadianos.
No documento que a entidade dos servidores de nível médio entregou ao governador, no dia 12 de dezembro, quando Tarso Genro visitou a ABAMF,  estavam discriminados os valores mais acessíveis encontrados no litoral: diária em hotel(R$ 58,00),café da manhã( R$ 7,00), almoço(R$13,00) e janta(12,00). Os números provaram ao govenador que os R$ 57,00 indenizados não cobriam os custos dos brigadianos em serviço na Operação Golfinho.  A ABAMF reivindica também que seja entregue aos brigadianos protetor solar, banheiros químicos próximos dos postos de trabalho, reformas e cuidados com as guaritas, entre outros itens.
Agora sim, o governo pode anunciar o Programa Verão Numa Boa para todos. Com as pessoas seguras nas praias e os salva-vidas atuando mais felizes e com o empenho que sempre mostraram no exercício da função.
ABAMF  TRABALHANDO NA DEFESA DA FAMÍLIA BRIGADIANA
Governador recebendo  documento reivindicatório

Paulo Rogério N. da Silva - MTB 7355/RS
Jornalista ABAMF


Fonte: http://www.abamf.com.br/noticia/435-Di%C3%A1rias_passam_para_R$_100,00:_Trabalho_da_ABAMF_mostra_resultado_.html

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

PM Morre em Treinamento para Salva-Vidas


PM morre em treino para ser salva-vida
Vítima sonhava em terminar a casa

Soldado de 26 anos teve um infarto durante série de nado, em Cidreira

Durou menos de 60 metros o treinamento na água do soldado Rafael de Souza Pereira, 26 anos, na manhã de ontem, em Cidreira, no Litoral Norte. Ao iniciar a primeira série de nado, às 10h20min, ele sofreu um mal súbito e caiu desacordado, para desespero dos companheiros de treinamento da Operação Golfinho.
Com infarto agudo do miocárdio, Pereira morreu às 14h30min no Hospital da Ulbra de Tramandaí. Segundo o major Ederson Franco, responsável pelo treinamento, o atendimento foi feito com “toda agilidade”, embora não houvesse ambulância no local. Pereira foi levado da lagoa, em que treinava com outros 19 colegas, em um carro particular.
– Quatro minutos após os primeiros socorros, já estávamos no hospital. De lá, ele foi em uma UTI móvel para Tramandaí. Foi uma fatalidade – lamentou Ederson.
O soldado fazia parte da turma de novatos que completavam uma semana do curso da Operação Golfinho. Os participantes recebem R$ 57 de diária enquanto buscam um certificado de salva-vidas e uma vaga no policiamento de verão. O curso, que abrange cerca de oito horas diárias, exige bastante o físico dos PMs. Desistências e reprovações são comuns.
Segundo os colegas, o soldado, natural de Cruz Alta, contava ter servido o Exército e aparentava bom preparo físico. Inclusive naquele dia.
– Nós fazemos uma corrida de 40 minutos a uma hora antes de chegar à lagoa. Quando o ritmo puxou, ele se manteve lá na frente com a gente – conta um dos colegas.
Além da falta de ambulância no local de treino, os soldados citam preocupação pela falta de acompanhamento médico, o que faz com que eles apelem para a automedicação em caso de desconforto com os exercícios.
– Acho que não tem um que não gasta uns R$ 200 em remédio – disse um dos PMs que não quis se identificar.
O grupo, hospedado na colônia da Associação de Tenentes em Cidreira, foi reunido para receber a notícia da morte do colega. Os policiais fizeram uma oração e tiraram o resto da tarde de luto. Por ser da distante Cruz Alta, Pereira passara o fim de semana na colônia, tempo para se aproximar dos colegas. Mostrou fotos de familiares e incentivou os mais cansados. Deixou a imagem de “cara super gente fina”.
Alguns colegas acreditam que a morte levará a desistências no curso.
– O colega de quarto dele disse que saiu sem saber se ia voltar. Eu mesmo não sei como vou fazer. Olhar a lagoa e não lembrar do colega saindo apagado lá de dentro. Mas de repente isso acabe unindo o grupo – resume um dos soldados, emocionado.
O comando da BM de Cruz Alta divulgou nota lamentando a morte do soldado.
Vítima sonhava em terminar a casa

O soldado Rafael Souza Pereira deixou Cruz Alta para participar da Operação Golfinho com um objetivo em mente: economizar o que ganhasse trabalhando na praia para finalizar sua casa. Assim que concluísse a obra, realizaria outro grande sonho: casar-se com a namorada.
– Determinação define bem a personalidade do Rafael. Ele gostava de superar desafios, estava sempre se atualizando e procurando fazer mais e melhor – diz o cunhado Everton da Silva.
O jovem que sonhava seguir a carreira militar começou no Exército, onde chegou a ser cabo. Há dois anos, foi aprovado no concurso para a Brigada Militar e pretendia crescer para assumir outras funções dentro da instituição.
Apesar do sonho antigo de ser salva-vidas, esta era a primeira vez que ele participava da Operação Golfinho, de onde deveria retornar em 10 de março.
Segundo filho de uma família com quatro irmãos, gostava de jogar futebol e tocar violão. Alegre e extrovertido, entre os familiares deixa a imagem de alguém feliz e prestativo.
No enterro no Cemitério Municipal de Cruz Alta, hoje, a Brigada Militar deve homenagear o soldado morto em serviço com honras militares.CAUE FONSECA | CIDREIRA
Saiba mais
- Rafael de Souza Pereira fazia parte da turma de novatos do curso da Operação Golfinho – que começa no dia 13 de dezembro no litoral gaúcho.
- Os participantes buscam um certificado de salva-vidas e uma vaga no policiamento de verão.
- O curso abrange cerca de oito horas diárias de atividades.
 
ZERO HORA
Fonte:http://www.abamf.com.br/noticia/364-PM_morre_em_treino_para_ser_salva-vida.html